Página inicial > O Plano de Negócios: eis a questão!
Para vencer numa empresa, devemos saber onde queremos chegar, e o que devemos fazer para lá chegar. Em todo este processo, é necessário identificar e avaliar os diversos problemas com que nos vamos deparando. A menos que não haja preocupações em perder dinheiro, da nossa parte e de quem nos financia, com as dificuldades não previstas, é preferível o empenho no trabalho de planificação, mesmo que com isso se perca algum tempo.
Baseado numa análise meticulosa, a planificação é um dos principais instrumentos da gestão. Ela é, para a empresa, o que as plantas são para o arquitecto. O Plano de Negócios é um meio de comunicação entre os indivíduos que compõem a empresa e que colaboram na realização dos seus objectivos. Comporta ainda os elementos que permitem avaliar os progressos realizados, e o desencadear das acções correctivas que se mostrem necessárias.
A elaboração do Plano de Negócios cai na responsabilidade do promotor, ou do director designado pela empresa, que se fará assistir pelos seus colaboradores mais próximos. A participação dos colaboradores na determinação dos elementos do Plano de Negócios, constitui uma formação e motivação importantes para uma boa execução das tarefas que lhes virão a ser confiadas.
Planificar é difícil e requer tempo. A reflexão e os esforços consagrados à análise e às decisões que precedem a criação da empresa, serão tanto mais valorizados, quanto mais rigorosos e fundamentados forem, pois serão eles que irão permitir evitar as armadilhas inerentes a todo o processo de arranque.
Como elaborar o Plano de Negócios?
Existe apenas um único bom método para elaborar um Plano de Negócios. Mas o que cada um faz, e o modo como o faz, depende de si próprio, da sua empresa e das circunstâncias que lhe são próprias. É, no entanto, importante conhecer e ter em consideração os factores habitualmente críticos para o sucesso da empresa, assim como os elementos motivadores, capazes de atrair colaboradores para o projecto.
De igual modo é preciso estar atento também àqueles que o podem financiar, juntar-se-lhe ou, de algum modo, serem implicados no projecto.
Assim que um Plano de Negócios esteja pronto, bem elaborado e correctamente apresentado, ele terá de ser convincente: deverá convencer o autor de que a sua empresa constitui um bom investimento (de tempo e dinheiro). Da mesma forma deverá ser capaz de convencer os outros de que estão perante um projecto em que vale a pena investir capital, ou mesmo, de que o promotor é um bom candidato a quem valerá a pena conceder um empréstimo.
Devemos considerá-lo, antes de mais, como um instrumento de gestão.
Deverá tratar os assuntos que realmente interessam, abandonando os outros. Por exemplo, se a sua empresa é nova, deverá abandonar o histórico, o passado; se é uma empresa de distribuição, deverá abandonar todas as considerações sobre pesquisas e desenvolvimentos, assim como os aspectos que digam respeito à produção.
Uma ajuda exterior pode dar uma certa credibilidade ao plano de negócios. É no entanto essencial que ele seja desenvolvido pelo promotor, independentemente de qualquer ajuda que possa solicitar para a sua realização.
É indispensável que:
Uma última recomendação:
Deverá ser conciso sem, no entanto, deixar de fornecer bastante informação para que não perca credibilidade nas suas afirmações.
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