Importa-se De Repetir...?
Intervir contra o assédio no trabalho: cuidar e reprimir não basta
Centre de Recherche Interuniversitaire sur l’Éducation et la Vie au Travail Faculté des Sciences de l’Éducation, bureau 666
Université Laval, Québec (Québec) G1K 7P4
chantal.leclerc@fse.ulaval.ca
Quais são as vias de intervenção privilegiadas e a promover em matéria de luta contra o assédio psicológico no trabalho? A tendência actual das empresas é dotar-se de políticas e prever o recurso a serviços de mediação ou a procedimentos de inquérito. O artigo analisa primeiro as vantagens e limites destas formas de intervenção de natureza fortemente psicológica ou jurídica. A apresentação dos elementos organizacionais presentes nas várias situações de assédio permite seguidamente compreender que uma luta eficaz contra o assédio não pode reduzir-se a intervenções individuais feitas à margem dos lugares concretos do trabalho. As intervenções a promover devem contribuir para restabelecer as relações de solidariedade fragilizadas por formas de organização do trabalho e gestão que colocam as pessoas em situação constante de insegurança, de sobrecarga e de competição. Devem permitir a palavra e a acção colectivas.
